Cores: qual o efeito delas nos ambientes infantis?

Atualizado: 26 de Jun de 2018

É de conhecimento geral que as cores causam sensações sobre as pessoas. Agora, imagine você em um ambiente onde as paredes tem diversas imagens e cores; ali, você passa algumas horas todos os dias. Caso houvessem muitas cores vermelhas, estudos indicam que você se sentiria irritado, por exemplo, já que o vermelho é uma cor excitante e sugere agitação. Assim como algumas cores podem provocar uma sensação de dinamismo, outras podem trazer a sensação de tranquilidade e o excesso delas pode causar cansaço ou confusão.

O método Montessori, forma de ensino criada por Maria Montessori, afirma que crianças devem se sentir livres e confortáveis para descobrir o ambiente. A partir dos primeiros anos de vida, o contato com o espaço físico promove o aprendizado e o desenvolvimento da autonomia, como se o ambiente fosse o terceiro educador.


Por isso, além da adaptação dos móveis, conforme explicamos nesse post, é importante dar atenção para a quantidade de informações presentes no ambiente. Em geral existe a associação da criança a vida, a alegria e ao brincar. Por esses motivos, acabamos exagerando na escolha das cores do ambiente. É importante destacar que essas cores são informações e quando excessivas, atrapalham na concentração da criança, impedindo que ela dê sequência em seus interesses e descobertas.



Por que as cores devem ser discretas nos ambientes infantis?


Como já dito, o método montessoriano coloca que o contato com o espaço físico promove o aprendizado e as cores do ambiente, ao fazerem parte do espaço de descoberta da criança, colaboram para isso. A utilização de cores neutras se faz, portanto, fundamental para que não ocorra perturbação no momento de aprendizado das crianças.